quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ternas saudades

Uma rosa deixou suas pétalas cair e o vento soprou levando as para bem longe tão longe e tão difícil de mensurar como o infinito, assim é a saudade que sinto de você cada metro longe de te é como a distância de dois extremos que nunca se encontram como pode ser isso? Como a vida pode insistir em não fazer convergir os nossos destinos?
Como arde essa saudade no meu peito, é como uma espada afiada e tão cortante nas mãos de um tempo carrasco, esse tempo que amarela as paginas do meu passado e me prende no presente, esse presente que insiste em não passar e não me impulsiona em direção ao futuro será que você estará lá?
Essa noite eu olhei as estrelas tão brilhantes e tão distantes, mas ao mesmo tempo tão perto, então gritei bradei tão alto quanto podia suportar e recebi o silêncio como resposta, um silêncio que me falou mais que qualquer palavra que eu já tenha ouvido em toda minha vida, o que você está tentando me falar?
Depois de tudo, depois da chuva torrencial vi através do horizonte um arco de cor, cores tão brilhantes e tão fortes como o pulsar do coração dos amantes e isso me fez rememorar, lembrar que temos em nós um pouco de quem amamos, lembrei também que todas as coisas acontecem no seu tempo, será que tornarei a ver você?


Adimilson Morais

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